Por Jânsen Leiros Jr.
Pasto
verde
desbotado
Um
sonho amarelo
queimado
Sem
chuva ou
regador
Muitas
cinzas
Pouca
cor
Não
demos frutos
nem
mesmo folhas
Não
demos sombra
ou
mesmo flores
Nossa
vida seca
minha
vida errante
nossa
gota d'água
Janeiro 1994
Por Jânsen Leiros Jr.
Pasto
verde
desbotado
Um
sonho amarelo
queimado
Sem
chuva ou
regador
Muitas
cinzas
Pouca
cor
Não
demos frutos
nem
mesmo folhas
Não
demos sombra
ou
mesmo flores
Nossa
vida seca
minha
vida errante
nossa
gota d'água
Janeiro 1994
Um
olá
um
olhar
e
bom dia
Um
aroma
um
frescor
e
o encanto
Um
presságio
e
um quê
de
bem-vindo
Uma
espera
interesse
um
disfarce
e
um receio
Susto
e timidez
Um
convite
um
fulgor
e
alegria
Caminhadas
e
descobertas
experiência
e
juventude
e
um abismo
que
se foi
Ameaçadora
despedida
e
a saudade
antecipada
Um
vazio
declarado
e
a verdade
revelada
Flagrado
e
nominado
bem-querer
O
prazer ativado
ocupado
em cuidados
Emoção
renovada
traduzida
em carinho
Sensações
remoçadas
e
anseio acolhido
Tristeza
apagada
e
solidão aplacada
Melhor
que um
novo
amor
é
o mesmo amor
renovado
a
cada manhã
Melhor
que beijar
novos
lábios
é
beijar
os
de sempre
como
se fosse
a
primeira vez
Janeiro 2001