segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
Logo repenso
sábado, 11 de fevereiro de 2017
Indigno fim
meu medo razão do prudente
Pavor do fim antes de si
Tanto a fazer e a cair
talvez por decência e compaixão
me tirem o tempo
e as palavras de vento
Talvez se esgote o limite testado
e se encerre a paciência
e a condescendência
Indigno fim
por indignação
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
A menina e a pedra
É
o traço mais extremo
do
ímpeto
o
medo mais intenso de
menina
Menina
que não olha
o
espelho
mulher
que não sabe
que
já é
Se
enxerga menos
que
tudo
não
percebe a força
que
tem
Se
encanta com fumaça
e
se perde pela relva
Tudo
é mais do que menos
nada
é tanto como tudo
Um
pai na infância
outro
pai na juventude
Um
avô emprestado
e
um homem assustado
Um
velho companheiro
e
um martelo de guerreiro
Um
de arroz
e
um de feijão
outro
branco algodão
Mas
se chega à solução
vem
da força da explosão
Quem
sabe o peso do elemento
quem
sabe a conta dos anos
a
libertem da menina
que
ficou pra trás?
É
hora de viver bem mais
é
hora de olhar pra frente
De
descer do muro
e
saltar pra vida
Porque
feliz ainda dá pra ser
se
não quiser fugaz sorriso
se
não quiser voltar atrás
Fevereiro 2017
quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
Verdades e mentiras
Muitas
verdades
vividas
herdadas
sentidas
Uma
só mentira
guardada
sofrida
escondida
Muitas
verdades
flagradas
no
peito
indisfarçadas
Uma
só mentira
apontada
supurada
banida
Muitas
verdades
cantadas
por
almas
descobertas
Uma
só mentira
bandida
armadilha
sincera
Muitas
verdades
passadas
presente
futuras
Uma
só mentira
vencida
apagada
esquecida
O
que importa:
te
quero
me
desejas
nos
amamos
Abril 1994
domingo, 11 de dezembro de 2016
Asas cortadas
Não
é tão simples assim
fazer-se
entendido
fingir-se
lembrado
sentir-se
querido
Nem
é tão fácil
de
fato
perceber
o equívoco
de
por tolo
ter
pretendido
o
dia de ser desejado
Por
todos os ângulos
impossível
de
todas as formas
inviável
A
alegria de se
entender
amado
parece
mesmo
inconcebível
Como
pude me achar
no
direito
eu
que sempre
requeri-me
correto
de
voar como voam
os
pássaros
eu
que sempre defendi
as
gaiolas
Água
trocada
alpiste
soprado
o
fundo varrido
em
cuidado e rotina
Por
grato
um
canto aguardado
e
por guardado
um
sopro sofrido
e
as asas cortadas
Sonhos
tolhidos
tempo
perdido
por
medo indevido
Dezembro 2016




